Notícias

Álvaro Fernando provoca reflexões sobre escolhas, desejos e conexão humana no CONPARH

Em Master Talk, ele propôs uma reflexão sobre desejos, pensamento crítico e conexão humana como caminhos para escolhas mais conscientes

Responsável pela música tema do CONPARH, Álvaro Fernando também subiu ao palco para provocar reflexões sobre escolhas, desejos e relações humanas. Na Master Talk “A coragem de querer: pensamento crítico, sensibilidade e conexão humana”, realizada na dimensão Cultura e Aprendizagem, ele convidou os participantes a uma “desprovocação”: um exercício de questionamento para rever certezas, ampliar o olhar e refletir sobre os caminhos da vida.

Ao apresentar o tema, o palestrante destacou a importância de reconhecer o que realmente importa e de fazer escolhas alinhadas aos próprios valores. “Os nossos caminhos, as nossas escolhas, aquilo que a gente considera nossos desejos mais elevados. Nós vamos surfar aqui na coragem do querer, no pensamento crítico, na sensibilidade e na conexão humana”, afirmou. A proposta, segundo ele, era estimular um diálogo sobre pilares fundamentais para o desenvolvimento pessoal e coletivo.

 Construir relações

O palestrante destacou quatro elementos que considera essenciais para a vida e a carreira. “Coragem para querer, pensamento crítico para compreender motivações e discursos, sensibilidade para perceber o outro e conexão interpessoal para construir relações. Mais do que dominar uma técnica, desenvolver essas habilidades permite ampliar perspectivas e encontrar caminhos diante dos desafios”, relatou.

A arte também teve lugar central na reflexão. “A música muda completamente a sua percepção sobre as coisas”, observou. Para Álvaro, a experiência artística pode transformar a maneira como as pessoas enxergam o mundo, despertando novas interpretações e ajudando a compreender sentimentos e situações sob outros pontos de vista.

 

Ao abordar a relação entre razão e emoção, ele ressaltou que reconhecer os próprios sentimentos é parte importante do processo de decisão. “Quando a pessoa entende o que sente, consegue usar a razão de maneira mais consciente e fazer escolhas mais coerentes com seus objetivos”. Também questionou por que tantas vezes as pessoas abrem mão do pensamento crítico justamente quando precisam tomar decisões. Para Álvaro, “exercitar a capacidade de questionar, reconhecer os próprios desejos e compreender o outro é um caminho para escolhas mais conscientes e relações mais humanas”.

 O valor do desconhecido

Em um mundo marcado por transformações aceleradas e pelo avanço da inteligência artificial, a sensibilidade e a conexão humana continuam sendo fundamentais, disse ele ao abordar o futuro das organizações e da liderança. Ele destacou que, mesmo diante de tecnologias cada vez mais capazes, há algo que permanece essencial, ou seja, “a experiência humana de sentir, conviver e se relacionar”.

“O desconhecido também tem seu valor. É justamente não saber o que vem pela frente que torna a vida interessante e abre espaço para novas experiências. Da mesma forma, as incertezas podem ser encaradas pelas organizações como oportunidades de transformação e aprendizado”.

O palestrante também ressaltou que a sensibilidade humana reúne sutileza e profundidade, permitindo perceber nuances que nem sempre são evidentes. E observou que “em tempos de inteligência artificial, essa capacidade ganha ainda mais importância, especialmente para líderes que precisam tomar decisões, compreender diferentes perspectivas e lidar com pessoas em meio às mudanças”.

A felicidade no presente

Você está trabalhando para ser feliz ou apenas para não ser infeliz? A pergunta de Álvaro Fernando provocou uma reflexão entre os participantes do CONPARH sobre a maneira como conduzem a vida e encaram a própria felicidade. Ele convidou o público a rever prioridades e a perceber se a busca por realizações futuras não está deixando em segundo plano as possibilidades de viver bem no presente.

Álvaro também questionou o que cada pessoa considera necessário para ser feliz e quando acredita que isso vai acontecer. Ao compartilhar uma experiência pessoal, contou que chegou a fazer uma lista de desejos e metas para o futuro, mas percebeu como é fácil adiar a felicidade à espera de condições consideradas ideais. A reflexão é um convite a olhar para o que já existe, em vez de concentrar toda a atenção naquilo que ainda falta. “O que você precisa para ser feliz e quando isso vai acontecer?”, provocou o palestrante, estimulando os participantes a pensar se estão condicionando a própria felicidade a conquistas que ainda não chegaram.

Outro ponto abordado foi a dedicação às atividades do dia a dia. Dar o melhor de si, segundo a reflexão proposta, deve estar relacionado à realização pessoal, e não apenas à obrigação de cumprir tarefas ou evitar a sensação de improdutividade. “Façam esse exercício de autoconhecimento: identificar o que realmente importa, reconhecer as conquistas presentes e avaliar se não estão deixando para amanhã uma felicidade que já pode fazer parte da vida hoje”.

 

Texto: Básica Comunicações

Fotos: A6 Estúdios